O mundo corporativo mudou muito nos dois últimos anos, e o mercado de trabalho precisou se adaptar para acompanhar as mudanças e aderir a essa nova cultura. Muitos desses movimentos corporativos já estavam no forno de certa forma, mas o desenvolvimento foi acelerado pelas mudanças pela qual a sociedade e o mercado passaram do início da década para cá. E os benefícios se tornaram um selo de garantia de uma boa empresa. Já parou para pensar que benefícios auxiliam na diminuição de turnover e ajudam na retenção de talentos?
A relação do colaborador com o trabalho mudou. Os modelos de trabalho remoto e híbrido ganharam visibilidade e se tornaram a norma para grande parte do contingente de trabalho. Com isso, surgiu um novo olhar sobre como enxergamos o trabalho. A qualidade de vida ganhou importância e passou a acompanhar o desejo dos colaboradores pelo desenvolvimento da carreira.
E esse novo paradigma afetou, de forma muito positiva, a forma como vemos os benefícios trabalhistas.
O que são benefícios financeiros?
No “pacote” que engloba toda uma remuneração percebida por um colaborador, alguns pagamentos são classificados como sendo a parte do salário. Trata-se de uma espécie de incentivo, dado na forma de dinheiro para que um determinado trabalhador prefira uma certa empresa em detrimento de outra. Não há nada de errado com isso e a prática se constitui em uma disputa legítima de mercado pelos melhores profissionais.
Na outra mão, temos o funcionário em questão. Muitas vezes sua condição é tal que mesmos os esforços no trabalho não são suficientes para bancar todo o seu custo de vida. A ida e a volta para o trabalho, por exemplo, pode consumir parte considerável dos recursos recebidos a título de salário, por exemplo.
Nesse sentido, surge a figura do auxílio-transporte. Trata-se de uma ajuda custeada pela empresa, de modo que o impacto com deslocamento não seja tão forte assim. Existem vários outros que podemos citar, como comissões, seguro de vida, planos de saúde com coparticipação, entre outros. A ideia é favorecer o corpo de funcionários da empresa.
O que são benefícios não financeiros?
Nesse caso, tudo aquilo que vai além do dinheiro e que serve para compor o pacote de atração ao profissional pode ser considerado um incentivo não financeiro. Apesar de que, algumas vezes, o real valor desses benefícios não é enxergado, a verdade é que eles compõem uma parcela significativa para aqueles profissionais que valorizam a qualidade de vida.
Sendo assim, aqueles “mimos” que são ligados ao bem-estar do funcionário e são oferecidos como benefícios podem fazer parte dessa classificação. Falamos de flexibilização no horário de trabalho, com extensão para o ambiente, como no caso do home office; desenvolvimento profissional, treinamentos internos, possibilidades de reconhecimento na carreira e, até mesmo, um bom plano de carreira.
A razão da existência desse tipo de incentivo vai bem além da busca pelos melhores profissionais. A intenção pode ser traduzida na consideração que uma organização tem em relação ao perfil dos seus colaboradores. Quando essa simples divisão é feita, fica evidente que a empresa considera seus funcionários em suas principais individualidades, além de preservar grande parte de sua autonomia.
Não existem duas pessoas exatamente iguais nesse mundo. Isso quer dizer que cada funcionário tem suas particularidades e alguns dos incentivos não financeiros servem para equalizar essa diferenciação, tornando o ambiente de trabalho mais produtivo e gerando melhores resultados para as empresas.
Quais os mais oferecidos?
Atualmente temos dez benefícios mais oferecidos pelas empresas no Brasil, são eles: assistência médica, vale-refeição, notebook, assistência odontológica, vale-alimentação, vale-transporte, celular+chip, estacionamento, auxílio combustível e apoio psicológico.
Em comparação com o ano passado, em 2022 os auxílios financeiro e internet caíram de posição devido ao crescimento da modalidade híbrida. O auxílio combustível subiu de posição, impulsionado pela inflação e pela crise econômica pelo qual o país e outros lugares do mundo passam atualmente, e o vale transporte voltou a figurar entre os benefícios mais oferecidos.
Os profissionais querem novos benefícios
As empresas se colocam em uma corrida incessante pelo salário mais competitivo e o maior número de benefícios oferecidos, mas muitas vezes a quantidade não condiz com a real necessidade dos colaboradores.
Os profissionais querem novos benefícios então vamos listar alguns cases oferecidos, são eles: vale-academia, day-off, dress code, happy hour e aniversários, pet friendly, massagem laboral, espaço para descompressão, Employee Assistance Program (EAP), Licença para trabalho voluntário Assistência domiciliar (serviços básicos para períodos de trabalho estendidos), reembolso de mensalidades e bolsas de estudo, assistência à adoção e programas de fertilidade ,lavanderia, banco, spa e lanches gratuitos na empresa.
Benefícios como estratégia de atração e retenção de talentos
Cresce o interesse e demanda por benefícios nos pacotes de remuneração. A maior parte dos profissionais empregados levam os benefícios em consideração na hora de aceitar uma proposta de emprego, mas cai o número de colaboradores que acreditam que os benefícios da própria empresa são atrativos (63% em 2021 para 50% em 2022, confira os dados na Comparably).
Pense como seu colaborador, afinal benefícios flexíveis importam
Apesar de existir um crescente desejo por parte dos colaboradores em eleger seus próprios benefícios de acordo com suas prioridades (67%), pesquisa aponta que 76% das empresas não oferecem essa possibilidade de escolha. A complexidade e questões legais ainda são um grande empecilho para implantação dessa política. Mas algo se pensar a fim de gerar engajamento em toda a equipe.
A escolha certa dos Benefícios vão ter trazer melhores candidatos, assim como pensar na experiência dos candidatos no seu Processo Seletivo! Já conhece a Cadê Meu Feedback? Somos uma plataforma de Candidate Experience. Vem conhecer 🙂