A notícia de que o cantor Justin Bieber havia suspendido uma série de shows na América Latina, incluindo apresentações no Brasil, trouxe à tona um tema que passou a ser obrigatório nas empresas nos últimos anos: a importância da saúde mental. E no setembro amarelo não podíamos deixar passar em branco o tempo saúde mental e o trabalho.
De acordo com a The School of Life, a saúde mental pede de nós uma aceitação de que ela pode se manifestar mesmo quando temos uma vida farta e significativa. Por isso, não deveríamos relutar para buscar ajuda. Deveríamos ser proativos da mesma forma que fazemos quando sentimos uma dor no peito ou no joelho. E, mais importante, não deveríamos nos considerar menos dignos de amor e simpatia.
Foi o que o Justin Bieber fez!
Mas e no ambiente trabalhista, como reconhecer que é a hora de dar um passo para trás?
Segundo pesquisas do LinkedIn, de acordo com recrutadores, as cinco principais razões que os levam colaboradores a sofrerem burnout são cargas de trabalho mais pesadas (58%), falta de equilíbrio entre vida profissional e trabalho (58%), mais pressão para obter resultados (55%), e a alta demanda de trabalho concentrada em equipes reduzidas (51%).
São altas as possibilidades de alguém ter depressão no seu trabalho. Pode ser um colega, seu chefe ou até mesmo você. De acordo com pesquisa da Universidade de São Paulo em onze países, o Brasil liderou os casos de depressão e ansiedade durante a pandemia do novo coronavírus.
Confira dicas de como cuidar da sua saúde mental:
Reconheça os sinais
Você está cansado o tempo todo e mal consegue cooperar com colegas. É difícil se concentrar ou ter uma atitude positiva – e a vontade é de não fazer nada. Junto com a moral, a sua produtividade está no ralo. Tem gente que acaba gastando muito mais tempo em atividades do trabalho, enterrando-se em tarefas para evitar emoções. Pode ser a hora de buscar tratamento.
Procure um médico
Se você tiver uma gripe forte ou sinais de diabetes vai atrás do tratamento adequado, certo? A depressão não é diferente de qualquer outra condição crônica. Especialistas alertam que é possível tê-la e manter uma vida independente e produtiva. Só que é importante identificar a doença, obter a medicação – se for o caso – e cumprir corretamente as ordens médicas.
Decida quando e se vai falar para o seu chefe
O tipo de empresa em que você trabalha e o relacionamento com seus supervisores interferem no quanto você vai abrir sobre a sua depressão. Considere estes fatores – e o tipo de tratamento que você precisa – para determinar as informações que você se sente confortável em compartilhar.
Cuide do corpo e da mente
Olhar para a sua saúde física vai ajudar a dormir melhor e a se alimentar de forma adequada (mesmo quando é difícil colocar comida na boca). Uma ideia é fazer caminhadas ou até tentar uma corrida, mesmo de leve – as endorfinas se agitam e podem aliviar alguns sintomas de depressão. Se puder estar ao ar livre e próximo a um parque ou a natureza, tanto melhor. A meditação também ajuda algumas pessoas com depressão ou estresse. Não precisa de método: uma respiração profunda e lenta nos oxigena e nos faz sentir melhor.
Conte com ajuda de seus pares e familiares
Condições como a depressão deixam as pessoas mais fechadas, mas os colegas no trabalho podem ser uma ótima fonte de ajuda. Considere se abrir com os amigos e familiares mais próximos. Certamente eles estarão dispostos a ajudar. Quem convive com alguém com depressão, no trabalho ou em casa, e percebe que há algo errado, também pode ajudar. Respeitar os limites, no entanto, é fundamental.
As empresas estão de olho na saúde mental dos colaboradores
Pesquisas da The School of Life mostra que 80% das empresas estão cientes e buscam a mudança desse cenário, adotando medidas para alcançar maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal. As cinco principais ações realizadas pelas empresas são: permitir maior flexibilidade de horários (55%), manter uma comunicação regular (51%), melhorar acesso aos benefícios de saúde e bem-estar (35%), aprimorar programas de reconhecimento de funcionários (27%) e dar mais apoio aos pais e mães que trabalham (20%).
O que mais as empresas e seus líderes podem fazer?
- Investir em Candidate Experience, já falamos diversas vezes dos benefícios dessa prática, uma delas a redução de ansiedade que causa um processo seletivo desestruturado;
- Encarar o tema como prioridade e reconhecer que tratar do assunto é fundamental;
- Adotar política de Feedback: é importante estar abertos ao diálogo para entender como a equipe está se sentindo e também fornecer feedbacks a equipe;
- Brainstorm de ideias para reduzir o estresse e o esgotamento;
- Práticas de empatia: Como sua equipe está se sentindo e lidando com os elementos de estresse?
- Manter chamadas individuais regulares com os membros da equipe;
- Contar com profissionais para projetos para aliviar altas demandas de trabalho;
- Incentivar períodos de descanso (férias, day off), isso pode a curto prazo promover melhor rendimento no ambiente de trabalho.
Para os profissionais, fica a mensagem de entender o seu momento, e reconhecer que algo não está bem. Para as organizações, fica a dica: dentro de uma empresa, as pessoas – incluindo todas as faixas da pirâmide organizacional – são o bem mais valioso, porém o mais complexo e menos compreendido. Por isso, é preciso sempre buscar formas de cuidar bem dos colaboradores antes que eles encontrem a valorização e o acolhimento na organização concorrente.
Aí, como você colaborador e candidato anda cuidado da sua saúde mental? A sua empresa ou a empresa que você está almejando cuida da saúde mental dos colaboradores?
E você RH já pensou em colocar a saúde mental da sua empresa em primeiro lugar?
E aí, precisando de ajuda na sua empresa? Podemos te ajudar com consultoria e outros serviços de Recrutamento e Seleção.