Muita gente aproveita o começo do ano para refletir sobre a carreira, estipular novos objetivos e desenhar novos planos de ação. Nessa movimentação tão necessária da vida não podem faltar ideias e iniciativas voltadas ao networking. Um dos recursos mais valiosos para quem deseja ascender ou realizar mudanças é ter ou criar um círculo de pessoas com potencial de trocas interessantes para a evolução profissional.
Como seres com necessidades de sociabilidade, já é sabido que ninguém vive e cresce sozinho, seja no âmbito pessoal ou do trabalho. Dependemos de outras pessoas, e vice-versa, para avançar ao longo da vida. E cultivar relacionamentos aumenta as chances de conquistar um emprego, de obter promoção, de manter-se atualizado, entre outras oportunidades que turbinam uma carreira.
A primeira coisa que devemos fazer é nos perguntar “o que ajuda a construir um bom networking?” Essa pergunta é o ponto de partida porque a resposta dela comprova que muito mais do que fazer, o principal é como fazer o networking. Tecnicamente, qualquer lugar de convívio social serve para conhecer pessoas e estabelecer conexões. Mas temos os espaços de convivência dentro do próprio campo profissional, que naturalmente cruzam nosso caminho. Como participar de especializações, fóruns, premiações, viagens e eventos da empresa é básico.
O networking, portanto, pode e deve ultrapassar os limites do segmento de atuação. Furar a “bolha” a que estamos habituados, renova e amplia o círculo profissional. Uma academia, um curso de gastronomia, clubes de leitura, turmas de esportes radicais, grupos do LinkedIn e Discord – tudo isso e um pouco mais rendem relações que se revertem em dicas, conhecimento e apoio para a carreira.
Networking: o que é e para que serve
Networking significa formar e manter uma rede de contatos profissionais, sendo uma maneira de se conectar a outros profissionais que possam ser interessantes para a sua carreira, ou seja, gerar indicações para futuros trabalhos ou mesmo trocar ideias, o que torna possível que você esteja sempre atualizado sobre o seu ramo de atuação.
Sendo assim, o networking serve para construir uma rede de contatos sólida ou de relacionamentos que sejam capazes de ajuda em diferentes aspectos, como por exemplo:
- obter informações relevantes;
- desenvolver a carreira;
- aumentar a visibilidade do profissional;
- aprofundar relações com clientes;
- tornar mais conhecida a empresa ou uma ideia de negócio;
- detectar oportunidades de negócio;
- vender.
Para que o networking seja realmente efetivo, ele deve ser um caminho de mão dupla, ou seja, você deve trocar informações relevantes e atualizadas sobre a área, gerando valor para todos os que interagem com você.
Do contrário, quando o contato é superficial ou somente por interesse, não são geradas conexões verdadeiras, o que significa que os resultados esperados não serão alcançados.
Um bom networking requer contato e manutenção
Além dos ambientes de trabalho e também aqueles de capacitação, como fóruns, treinamentos, cursos, faculdade, MBA, entre outros, ainda é possível ativar a sua rede de networking pela internet.
O problema é que muita gente entra e sai dessas experiências coletivas sem realizar interações significativas, por “N” motivos (de timidez a cansaço). Aproveitar os momentos em grupo para conversar, expor pontos de vista, contar sobre o trabalho e a profissão é o que inicia e mantém a rede de contatos viva. Sem uma troca verdadeira, os vínculos não prosperam.
Se para os perfis mais comunicativos e expansivos as interações acontecem com facilidade, para outros, mais reservados, é necessário se esforçar. Para todos, entretanto, o sucesso dessa iniciativa está atrelado à dedicação permanente. Formar e manter uma rede de contatos exige tempo, atenção e energia. Vale pensar no network como uma planta. A sua força e longevidade dependem de cuidados na medida certa e sempre.
Tem que saber regar, adubar, regular a luz, proteger do vento e por aí vai. Esquecer ou exagerar nos cuidados, pode ser fatal. Exemplos: ter conhecidos demais a ponto de apenas manter relações superficiais, sempre substituir os eventos presenciais por online ou “atirar” para todos os lados nas redes sociais são alguns erros clássicos.
Ferramentas online são fundamentais
Os recursos digitais são fundamentais e excelentes aliados no processo. Mas se utilizados de maneira intrusiva o networking “vai por água a baixo”.
Sendo assim, vale destacar algumas recomendações para explorar essas ferramentas de forma adequada.
1) Conteúdo de interesse – alimentar as redes sociais com informações sobre a carreira é o pilar de sustentação do networking digital. Se as publicações pessoais predominarem, a trajetória profissional perde o impacto;
2) Ética e empatia – estar online não é sinal verde para falar mal de antigos empregadores, zombar de colegas, utilizar linguagem chula e muito menos divulgar conteúdos impróprios, com teor de ódio, desinformação e violência;
3) Disponibilidade – contatos virtuais demandam tempo para responder mensagens, convites, comentários e afins. Quem deixa as pessoas no vácuo, abre brechas para ser esquecido;
4) Qualidade é melhor que quantidade – não é a quantidade de amigos ou de curtidas que importa, mas sim o público-alvo impactado e a qualidade do conteúdo. Alcançar as pessoas certas com a mensagem certa é o ideal;
5) No automarketing menos é mais – a frequência das publicações pode ser semanal ou quinzenal. Quem posta demais acaba perdendo o foco e gerando concorrência entre os próprios posts.
O compromisso com a reciprocidade é o coração do networking. É essencial saber escutar e falar, ajudar e ser ajudado, convidar e aceitar convites, e assim por diante. Por isso mesmo é tão importante transpor as interações online para a vida real, enriquecendo os vínculos e as infinitas possibilidades que giram em torno deles.
Como está seu networking no mundo do trabalho e recrutamento e seleção?
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